Primeiro, eu achei que não ia ter lugar no meu coração pra você. É que seu irmão é meio espaçoso. Mas essa fase passou. E bem rápido. Agora, só quero que você chegue logo. Porque aqui do lado de fora você vai encontrar todo o amor desse mundo – te garanto. Estamos te esperando, filha. E o Theo manda dizer que ele vai te ensinar a andar, a brincar de jogo da memória e a comer papinha e brigadeiro
…
Ela chega em março. A Liz.
Pra mim, a loja de roupa infantil ideal precisa ter:
E vejam ao fundo quanto brinquedo divertido. O Theo, nem precisava dizer, mega aprovou!
Essa que eu vou fica na Vila Madalena (R. Aspicuelta, 283, f: 3031.0390), bem pertinho de casa. Mas o bacana é que há lojas da Bebê Básico espalhadas por outros bairros de São Paulo e de grandes cidades Brasil afora – aqui tem a lista completa.
Quem quer acrescentar mais itens à essa lista da loja ideal? E sugerir outros achados?
Peixe assado, creme de milho, gelatina com pedaços de maçã, bolo de cenoura… Não importa o prato, Theo agora quer participar na cozinha. Bastou virar pro lado e ele já trouxe o banquinho de plástico dele e está lá, barriguinha encostada na pia.
O problema é que nem o pai nem a mãe dele são, assim, fantásticos na hora de manejar panelas e afins.
O que fazer? Desperdiçar o Jamie Oliver dentro do meu filhote? De jeito nenhum… Nessas horas, eu recorro ao celular da minha mãe, que sabe tudo de cozinha, ou ao nosso querido Google. Porque, né, ele meio que sabe tudo
Tirinha genial do João Montanaro
Mas as minhas buscas acabam sempre mirando pro Panelinha, site de onde a gente tirou o bolo de cenoura acima e o perfeito risoto de alho poró.
Também não deixo de passar no delicioso Cantando de Gallo, da amiga Rê, uma mãe blogueira talentosa na cozinha. Ela compartilha com a galera pratos delicinhas e, melhor ainda, explica tintim por tintim como fazer cada um . Ela também fala de festas – de criança e de adulto – e, claro, das aventuras da Lola, sua filhota fofa.
E agora podem morrer de inveja (wuahaha): além de ser lindo, Theo agora também lava louça. Juro! Ensaboa, enxágua e se diverte. Certeza que o Jamie Oliver deixa a louça ir empilhando na pia, não?
Receitas que até um menino de 3 anos consegue fazer? Compartilhem aqui, please. Sites que ensinam o caminho para a boa mesa também são bem-vindos!
Eu juro que cogitei deixar o Dia das Crianças passar em branco. Afinal, o Theo não estava nem um pouco ligado na data. Ainda mais porque a escola dele não fica explorando (thanks, God!) essas datas comemorativas/consumistas.
Mas logo vi que era impossível. Principalmente quando vimos que ele não sabia o que esse dia significava e logo meu marido lhe explicou: “É igual Natal só que sem Papai Noel“. E os olhinhos do Theo, claro, brilharam. E lá no fundo piscou um luminoso onde se lia: Presente! Presente!
Ele ganhou um Lego do Toy Story (pirou!) e um dia divertido com a mãe, que sabiamente tirou folga e evitou maiores dores na consciência. Então, segue um resuminho do que foi o nosso dia…
Dizem por aí que as crianças estão deixando de gostar de ler. Será? Theo ama ficar cercado de seus livrinhos e adora “ler” sozinho as histórias que já conhece. Pra ele, ir a uma livraria é uma super diversão. Só que nem sempre sobra din-din no bolso pra ficar comprando livrinhos. Uma boa alternativa são as bibliotecas. Essas, sim, eu acho que estavam, digamos, caindo em desuso.
Mas nunca é tarde, uh? E acho de verdade que está rolando um movimento de resgate às bibliotecas em São Paulo (será que em outras cidades também?).
Por aqui, a Biblioteca Mário de Andrade foi reinaugurada no Centro e, dizem todos, ficou espetacular. Ainda não fui – shame on me.
Já a Biblioteca Monteiro Lobato, que também fica no Centro, eu revisitei outro dia e super recomendo. Logo no térreo, há uma salona lotada de livros, todos organizados por área, com obras clássicas, lançamentos… e, melhor que isso, em estantes acessíveis para as próprias crianças pegarem. No centro da sala, mesinhas, pufes e tapetes coloridos – ideal pros pequenininhos.
As atendentes foram muito simpáticas e prestativas, explicaram direitinho a disposição dos livros e como fazia para se associar. Pra ler por ali mesmo não é preciso ficar sócio.
Além do acervo infantil, há uma gibiteca no segundo andar e uma área onde se entende melhor quem foi Lobato, com objetos, cartas e livros deles.
Foi lá que descobri que ele “nasceu pintor” (imagem do topo) e foi lá que me liguei que não temos nenhum livro dele em casa – e que o Theo ainda não conhecia a Emília, a Narizinho, mas ele adora o Saci, que conheceu em um livro do Maurício de Sousa sobre lendas brasileiras.
E, voltando, outra coisa bacana da biblioteca é a intensa programação infantil. A de outubro inclui contação de histórias, teatro, exibição de filmes e até leitura para bebês!
Pra quem procura algum livrinho específico, dá pra consultar o catálogo online antes de sair de casa.
Fora isso, também gostei dos banheiros infantis e do parquinho na área de fora, um pouquinho castigado, mas bem honesto pras crianças gastarem um pouco de energia antes de voltar pra casa.
Pra quem se interessou: Rua General Jardim, 485 Vila Buarque, (11) 3256-4122 / 3256-4438 / 3256-4738. Fica pertinho da Rua da Consolação e dá pra andar a partir do metrô Sta Cecília.
E você, frequenta bibliotecas com seu filhote ou vão mais a livrarias?
Do que você lembra da sua infância? Minha memória não é das melhores e às vezes preciso recorrer à do meu irmão. Mas me lembro com clareza da nossa visita ao Simba Safári. Nunca vou esquecer dos macacos que, empoleirados no carro, procuravam um amendoim através da gradinha que colocavam nas janelas.
Como não sei se todos conhecem o Simba Safári, abro um parênteses: É como um zoológico onde as pessoas é que ficam presas. Você vai no seu carro, passando no meio dos animais. Fecha parênteses.
Mas essa minha memória de infância ganhou outras cores em um desses domingos, quando levei o Theo no Simba Safári – que agora se chama Zôo Safári. Porque os anos 80/90 eram perigosamente incorretos. Adulto fumava na cara do bebê, crianças viajavam no chiqueirinho do carro, macacos enfiavam a mão janela adentro…
Hoje a coisa mudou de figura e, embora muitos fumantes continuem ignorando a presença de crianças, o Simba passou por reformas. A gradinha que fazia a alegria dos macacos (e das crianças doidas!) ficou no passado. Hoje, os visitantes precisam fechar o vidro quando passam pelas alas dos macacos (são duas).
E isso muda em algo o encantamento das crianças com aquela bicharada solta? Nadinha. Theo amou o passeio – e eu também!
O tour começa meio devagar com os pavões. Bonito, mas fica por aí. A coisa vai animando com a chegada de um avestruz - esse aí da foto que abre o post. Aí podia ficar com o vidro aberto, mas eu fechei. Não era medo, só um receio Jacaré, mais alguns bichos e… os macacos!
Pulando loucamente, andando em duas patas, comendo banana… E você ali, a poucos centímetros. Nessa hora, nem lembrei da gradinha vetada.
Também vimos um funcionário limpando a boca do hipopótamo. Foi ótimo porque a cena acho que colou na mente do Theo e ele hoje abre uma superboca pra escovar os dentes – facilitando a minha vida!
E mais adiante o highlight do passeio: dar comida para os veados.
Aliás, a dica aqui é comprar a ração vendida na bilheteria, que é própria pros animais de lá. Isso porque há ambulantes na porta, tentando te vender amendoim e cia. Fuja!
Mas, bem, vou deixar que essas imagens do Theo pirando falem por mim.
Ah, e você pode ir com o seu carro ou com a van do próprio Simba. Mas acho que do primeiro jeito se aproveita melhor. O ingresso sai por R$ 14 o adulto. Mais informações aqui no site do Zôo Safári. E o banheiro é limpíssimo e tem inclusive trocador.
Visita mais que recomendada pela nossa family. Muito mais que o zoológico, que pode cansar pais e filhos, principalmente se os bichos estão lá no fundo da jaula, dormindo, e você mal vê o rabo do leão.
Atualização: A Greice deixou um comentário com uma dica mais que útil. Pra quem for pro Simba de carro, vale mais seguir um bom GPS ou seu google maps do que as placas. Por elas, você acaba dando uma volta imensa e inútil ou, pior que isso, se perdendo. Thanks, Greice!
Quem já foi? Qual a sua nota? Tem algo do tipo na sua cidade?
Porque tem dia que você não quer saber de desgostos, sejam os seus ou os do mundo. Tem dia que tudo o que você quer é ficar rodeado de coisas fofas. Quando eu estou nesse tipo de humor, entro na Etsy. Aliás, eu e umas 729 milhões de pessoas no mundo todo.
A newsletter deles é a minha dose diária de coisas fofas. E, em dias como hoje, examino cada cantinho do email, cada sugestão uma-mais-linda-que-a-outra.
Uma loucura (e um perigo pro bolso) sem precedentes, o site te dá acesso direto a produtos feitos à mão ao redor do mundo. Também há artigos vintage. Há infinitos itens bacanas, daqueles que se encaixam perfeitamente na sala da sua casa, no seu armário, na cômoda do seu filho ou na ideia de presente que você estava procurando.
Mas tem dia que isso não importa. Você só quer saber o que são esses robozinhos coloridos mais que fofos. E nem se importa ao descobrir que são sabonetes e que por isso é melhor não comprá-los.
Porque seu filho vai chorar quando as perninhas do robô laranja começarem a derreter após vários banhos. Exatamente como o dia em que o menino-sabão e a menina-sabão que estavam sempre de mãos dadas se separaram depois de várias horas submersos.
Mas e esses gummy bears, hein?
A loja dos sabonetinhos mais fofos do planeta chama-se Story Book Soaps, e tem um slogan cute: Spreading good clean love around the world.
Tudo é feito por uma mãe de três filhos que mora em Denver e está começando a escrever livros infantis – daí o nome da lojinha. E o mais bacana é que todo os sabonetinhos custam entre 3 e 5 dólares. Justo, vai!
Já citei a Etsy em vários posts passados, falando de coisas que eu comprei ou só passei vontade.
Tem mais alguém aí fã da Etsy? Tem mais alguém aí que precisa de dias só com notícias boas e coisas fofas?
Chega a ser assustador que em um blog com tão pouco tempo de vida, pinguins tenham sido o tema principal de três ou quatro posts. Eu já falei do pinguim que virou a lancheira mais fofa do mundo. Dos pinguins que são a estrela de um zoológico na medida pros pequenininhos. E até de um que veio embrulhado de presente no Natal.
E não é que esses posts não foram suficientes pra minha pinguim-mania! O que acontece é que eu foi numa livraria fantástica e me deparei com o imperdível ‘Uma história de Pinguim‘, de Antoinette Portis, uma autora americana que já foi diretora de criação da Disney.
A história é daquelas que te faz pensar se seu filho está realmente entendendo a mensagem… Mas então eu reproduzo aqui a versão do Theo, que agora reconta qualquer livro em suas palavras. “A pinguim Edna estava procurando alguma coisa que não era nem branco, nem preto, nem azul. O pinguinzinho amigo dela quis saber se ela queria brincar ou pescar. Mas ela não quis, porque estava procurando uma COISA. Ela subiu o morro comendo um peixinho e encontrou os caçadores laranja [obs: pro Theo, toda pessoa que entra no meio da história, e não é príncipe, é caçador. No caso, eram cientistas]. E a Edna ficou feliz porque ganhou uma luva laranja. E daí ela viu um barco verde.”
Sim, ele resume bem. A história da Bela Adormecida é quase um tweet: Então a bruxa picou o dedo dela. Aaaii. E ela desmaiou. Daí chegou o príncipe no cavalo, pocotó pocotó. Deu um beijo nela e pronto, teve uma festa.
Voltando à pinguim Edna… Se o Theo entende que na vida o bacana é procurar coisas novas, diferentes do branco da neve, do preto da noite e do azul do mar que a Edna estava tão habituada? É claro que não. Mas, pra mim, ele entendeu que ela ficou feliz de encontrar “caçadores” vestidos de laranja.
E isso já é praticamente meio caminho andado pra entender a mensagem completa, não? E até aí, o livrinho continuará na nossa casa por um bons anos, até ele entender o que na vidinha dele pode ser uma luva laranja ou um barquinho verde
Ah, e a livraria imperdível é a Nove Sete, na Vila Mariana, especializada em literatura infanto-juvenil. Mas é claro que depois ela vai ganhar um post só dela.
E você, qual foi a última aquisição literária pra estante do filhote? Dicas de livrinhos são sempre bem-vindas por aqui!
Por meu filho ser menino, eu chamo de “camiseta de número” toda e qualquer peça de roupa ou brinquedo que não tem um pingo de inovação ou criatividade. Sabe-se lá porque esse tipo de camiseta virou mania. Quase toda roupa de menino vem estampada com um número meio desbotadinho. Algo estilo camisa de futebol, meio surfwear. De lojas de departamento a outras mais de grifes, sempre tem uma na coleção. E certeza que as mães de meninas também tem uma peça dessas carne-de-vaca-elevado-ao-extremo.
Coisas pra casa e para os filhotes - tudo muito fofo. Tente controlar sua carteira.
E aí que tem dia que você quer ver algo diferente de tudo. Um presente que ao ser desembrulhado arranque frases do tipo “Menina, onde você encontrou isso? Que lindo!”
Se você se encontra nessa situação e mora em São Paulo, corra pra Amoreira. Se é de outra cidade, visite o site mesmo assim – não apenas para passar vontade, mas porque eles prometem fazer vendas online em breve.
O lugar é fantástico. Quem vai de carro, estaciona nos fundos da loja, debaixo de uma… amoreira! Quem chega a pé, é recebido logo de cara pela ala infantil do lugar. Os produtos espalhados por ali vão fazer pirar até quem não tem filhos.
Foi lá que o Theo viu o famoso bombeiro da Plantoys, e há diversos outros brinquedos dessa marca incrível, como uma ceste de frutinhas de madeira linda de doer. A seleção de livros infantis (nacionais e importados) tem uns 20 exemplares. Só? Só. Todos fofos e totalmente “presenteáveis”.
Theo-pirata inovando ao usar o chapéu como tapa-olho
E tenho certeza de que todas as crianças que pisam na loja logo correm para entrar no castelos ou no foguetes de papelão. Controle-se porque pelas minhas contas um adulto não passa pela portinha de nenhum dos dois
A seção de papelaria pode ser sintetizada por essas fitas japonesas para fazer embrulhos – é de enlouquecer. E se você está prestes a mudar de casa, com mil ideias para seu novo lar, os itens de decoração podem arrasar sua conta bancária.
Aliás (sempre tem um aliás…), essa é a parte triste da loja. Exceto alguns produtos, a grande maioria dos itens custa muito caro. Como eu disse no começo, a visita vale se você quiser investir em algo realmente fora do comum.
Mas com criança isso não costuma ser problema, vai. Theo acha normal sair de uma loja de brinquedo sem comprar nada. Mas na nossa última visita saímos com um kit pirata que ele adorou: uma facão de papelão e um chapéu de feltro por uns 25 reais.Eu não amo esse tipo de brinquedo, mas meninos de quase 3 anos passam boa parte do dia envolvidos em “lutinhas” com espadas e afins. Achei que a “arma” de papelão era, ao menos, inofensiva.
E depois de tantos elogios os produtos da loja, mais uma critiquinha: os vendedores poderiam entender melhor o código por trás de “obrigada, só estamos olhando”.
Pra quem se animou: Amoreira. Rua dos Macunis, 510, Alto de Pinheiros. (11) 3032-5346. De seg. a sexta, 10h-19h. Sáb. 10h-14h.
Eu já tinha falado de outra loja imperdível por aqui, a Panacéia. Outras dicas são sempre mais que bem-vindas!
Desde que vi esse vídeo lindo (ok, a música é piegas), essa ideia não me sai da cabeça: O que você diria a você mesma se pudesse voltar no tempo, justo antes de ter seu primeiro filho?
As mães abaixo tiveram ideias ótimas – algumas hilárias, outras emocionantes, mas muitas podem ser úteis pra qualquer uma de nós.
Matutei um pouco e pensei em três coisas.
Duas delas teriam me ajudado bastante, principalmente nos primeiros meses do Theo: pedir ajuda e não tentar ser uma supermãe.
Porque hoje eu sei que é impossível dar conta de tudo o que você quer fazer pro seu filhote lindo, por mais que ele mereça todas essas suas ideias geniais.
Principalmente porque criança é igual jornalista, se contenta com pouco
E a terceira coisa é algo que me ajudou bastante logo no começo da maternidade e ainda me ajuda muuuuito: esse blog! Esse nem preciso explicar o porquê, né?
Sua vez agora. Diga lá: o que você diria a você mesma se pudesse voltar, digamos, aos seus 8 meses de gravidez ou algo do gênero?
Quem se animar em mandar fotinho, ótimo. (pode até mandar pro mariana@maedarua.com.br)
Se rolar, faço um videozinho desse depois. Quem estiver enrolada (o), manda só a frase que está supervalendo.
Destaque para o parênteses no masculino, porque conselhos de pais costumam ser ainda mais fofos, né?
E um super thanks pra Giovana, que postou esse vídeo no Facebook dela