
É difícil ler para crianças de 1 ano. Falta paciência e sobra ansiedade para os pequenos. O Theo, pelo menos, quer ver logo o que vem na página seguinte e se irrita se você demora para virar a página na velocidade que ele quer. De todos os livrinhos que ele tem (ok, não são muitos), ele só tem interesse em dois.
Sobre o “Meu Circo” (Cia das Letrinhas), eu já falei aqui. Então hoje é dia do “Cores”, da Coleção Brinque Comigo (Ed. Sextante), de Jill Mcdonald. São poucas páginas, cada uma ilustrada com um animal marinho colorido. O que deixa o Theo maluco é que o caranguejo vermelho, a tartaruga verde & cia são destacáveis. Ele se concentra e, com o dedinho, arranca o polvo azul e a estrela amarela e pode brincar (e colocar na boca) essas figuras.
Mas tem uma coisa que me deixa intrigada. Na contracapa, lê-se: “não indicado para menores de três anos”. Esquisito. As figuras destacáveis não são pequenas ao ponto dos bebês engolir os “bichinhos”. E, pelo que se vê lá em casa, fica provado que menores de três anos conseguem brincar com o livro.
Então, qual o porquê dessa indicação etária? Alguém me explica? E, claro, o ‘comments’ também está aberto para quem quiser indicar livrinhos.
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Tagged: Animais, Cores, Indicação etária, Jill Mcdonald, Livro

Antes era só jornalista, dessas curiosas, que não sossega. Depois que o Theo e a Liz nasceram, "piorei". Adoro ir atrás de lugares legais para levá-los e de ideias novas ligadas a crianças. E também não dispenso uma polêmica ;)
Algumas das descobertas que relatei aqui no blog serviram de embrião para transformar em livro essa mania de sair para se divertir com os filhos. Reuni dicas de passeios e outras coisas divertidas nas 150 pagininhas do guia
Virgi, que pergunta difícil! Queria poder contribuir, mas não entendo muito de bebês, que dirá da classificação etária dos brinquedos para eles, hihi!
Beijinhos!
Como livreiro, eu sempre costumo pedir para o papai ou a mamãe me dizer como é o comportamento da criança na hora da compra do livrinho.
É importante perceber se ela é muito ansiosa, ou mais calma, se costuma puxar ou permite que os pais manuseiem. Tudo isso pesa na hora da escolha.
A faixa etária estipulada é sobretudo como forma de segurança (e para evitar processos contra as editoras, na pior das hipóteses) porque o amadurecimento da cada criança é também, bastante variável.
Legais seus toque, tgarcia. Obrigada!
Oi Mari, todos os brinquedos vem com indicação para maiores de 3 anos. Eles acham que crianças com menos idade não brincam. Cheguei a esta conclusão bem antes da Luana nascer, quando precisava comprar presentes para o meu afilhado: ou era mordedor ou nada feito.
Hoje, a Luana tem 2 anos e meio e não estou nem aí pra isso. Ela brinca com tudo numa boa. E folheia a revista Época toda semana, sem rasgar as páginas… hhahahahhaha.
PS: adorei o site! ficou ótimO!
Boa estratégia, Alice. Também estou começando a ignorar totalmente essas classificações etárias. E o Theo também adora revista — só que ele rasga tudo em questão de segundos
Mari,
Realmente é lindo ver o Theo brincando com os bichinhos. Ele presta uma atenção enorme.
Agora a classificação etária deveria ser ao contrário, até três anos. Pelo menos a experiência que eu tenho do Luca é que com 3 anos ele já vai querer histórias mais elaboradas e que tenha uma continuidade e até um climax.
A Classificação deferia ser por recomendação e não a partir de uma indicação de quando não se recomenda.
Para aqueles que gostam de livros infantis recomendo em especial dois: “os três lobinhos e o porco mau” e o “Joaquim o Rei pinguim”. Para mim, esses dois livros são tratados. Um sobre a violência e a insegurança e o segundo um tratado sobre política e poder. Claro, recomendo para crianças maiores de 3 anos.
Dois outros livros que fizeram parte da minha infância e que trago com carinho são “Azul e lindo Planeta Terra, nossa casa” e outro da mesma coleção sobre o Tratado dos Direitos Humanos para Criança, ambos da Ruth Rocha. Obviamente, esses dois são para crianças bem mais velha.
No fundo acho que leitura de livro depende muito mais de quem conta do que do livro em si. Sempre tem alguma coisa para mostrar e desenvolver com a criança, sejam os desenhos, seja o conteúdo.
Muito pertinente a discussão.
Abraço.
Oi, Ju!
Obrigada pelas recomendações. Já estão super anotadas na listinha de leituras futuras do Theo
Sabe, muita coisa esta com a classificação errada….Se vc ver na loja de brinquedos aquela massinha Play-Doo esta com o adesivo brasileiro proibindo de 0-3, mas se vc notar a etiqueta do fabricante americana diz a partir de 24 meses….
Hum, nunca tinha reparado nisso, Mona. Agora vou sempre dar uma olhada na classificação original, se o livro/brinquedo for importando. Obrigada!
Mari, a Helena gosta de comer os livros. Zero de paciência. Prefiro todos os que vêm com botões, músicas e tal. Aí ela curte. Ah, os livros para o banho, por enquanto, têm sido solenemente ignorados. Pra ela, livro é objeto mesmo, do tipo “se tocar tango, ótimo!”.
Bem, dizem que o importante é a criança ter contato com o livro. Então, tá valendo, né?