
“E como toda arte que merece esse nome, as obras da bienal não precisam ser entendidas.” Foi depois de ler essa frase no site do Itaú Cultural sobre a 5a. edição da mostra Emoção Art.ficial 5.0 que resolvi levar o Theo. Era um sábado chuvoso, pouco convidativo para parquinhos e áreas abertas. Fora que estávamos a uma quadra dali.
Realmente era tranquilizador saber que não precisávamos entender pra valer as obras da exposição, que era “norteada pela noção de autonomia cibernética, pela evolução padrões derivados dos comportamentos emergentes das próprias máquinas.” Medo!
Mas o Theo e eu piramos com algumas das obras. A primeira é essa que aparece na imagem acima. Essas espécies de joysticks tem sensores que avisam quando uma ameaça (nós) está chegando. Assim que você passa, eles vão apagando e “se comunicando” uns com os outros, fazendo uma apagão em efeito cascata. E o que pode ser mais divertido pra um minigaroto que um monte de luzinhas azuis acendendo e apagando em volta de você?
Um robô que te filme e depois, com seu braço mecânico, desenha o seu rosto? Até seria. Mas a ideia de ficar imóvel (para o robô gravar uma imagem bacana do seu rosto) não combina muito com garotos espoletas de 1 ano e meio. Mesmo assim, foi divertido ver o robozinho desenhando outras pessoas “de memória”.
E se eu achava que o Theo não ia ficar “estátua” nunca, ele provou que eu estava errada na obra seguinte. O “desafio” era subir numa plataforma iluminada e ficar parado, com os braços abertos, por 10 segundos. “Há, nunca!”, pensei eu. Metade dos monitores parou para ajudá-lo. Mãe, avó e outras pessoas fizeram mímicas e dancinhas pra ele ficar parado e olhar para câmera ao mesmo tempo. Rolou! E super valeu. A imagem dele foi projetada como uma sombra colorida num telão. E essa silhueta colorida ficava andando e dançando. Lindo!
Serviço
Emoção Artificial 5.0
Itaú Cultural – Av. Paulista, 149, (11) 2168-1777
3a. a 6a. das 9h às 20. Sáb. e dom., 11h às 20h.
Até 5 de setembro