
Um tempinho atrás, fui fazer uma entrevista de emprego em uma revista bem bacana. Ao sair da sala, já sabia que não seria contratada. Tudo porque minutos antes eu havia travado uma minidiscussão com meu ex-futuro-chefe. O motivo? Carrinhos de bebê da marca Maclaren.
- Ah, não vai me dizer que você tem um daqueles carrinhos Ferrari?
- Tenho, sim. E na verdade chama Maclaren. É leve, super facinho de desmontar e custou o mesmo preço do que um nacional. Eu adoro e meu filho também!
- Legal. Olha, eu estou com seus contatos e conforme for eu te ligo…
Nem preciso dizer que ele nunca ligou, né? Mas até hoje acho que valeu a pena. Não tinha como eu falar mal do Maclaren XLR laranja e cinza do Theo! É perfeito. Sério. Pra mim, carrinho é tipo futebol. Rola um fanatismo. Criticar a praticidade (ou qualquer outro aspecto) do seu carrinho é tipo falar mal do artilheiro do seu time.
Comprei o Maclaren do Theo nos EUA, quando a gente ainda nem sabia se ele era menino ou menina. Diante de 12 mil modelos, o vendedor da BuyBuyBaby nos fez algumas perguntas (“Sua cidade é muito esburacada?” ou “Vocês vão ficar colocando e tirando o carrinho no porta-malas do carro o tempo todo?”). Ele sugeriu então um modelo resistente, mas que fosse leve (uns 7kg), fácil de montar e desmontar (pra quando eu estivesse sozinha) e que ficasse compacto o suficiente pra caber no carro.
É claro que eu achei os carrinhos da Bugaboo e da Quinny lindos, mas vi que iam ser um trambolho. Aqui no Brasil, adorei os da Peg-Pérego, principalmente porque o bebê-conforto seria da mesma marca, mas vi que o preço não compensava e o Maclaren também encaixava cadeirinhas de outras marcas. Dos nacionais, o que gostei mais era Infanti. E a briga continua…
E seu filhote, anda pra lá e pra cá em qual carrinho?
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