É hora de começar a despedida…

J? estou ensaiando h? uns 20 minutos, pensando em um bom jeito de come?ar esse post. Um post bem dif?cil de se escrever, porque ? um texto de despedida. Snif!

Sim, o blog est? chegando ao fim aqui neste espa?o e eu e a Ana vamos passar as pr?ximas semanas (at? o fim do m?s) nos despedindo…

O curioso ? que este blog foi para o ar apenas algumas meses depois do nascimento da Liz – ent?o ? como meu filhinho ca?ula.

E, do mesmo jeito que a gente faz com nossos filhos, de tempos em tempos rola um balan?o de como est? sendo o desenvolvimento da crian?a.

Eu acho que deu tudo certo com esse meu ca?ulinha. O que fica pra mim de principal ? que, assim como acontece com o Theo e a Liz, eu aprendi muito com ele.

Vez ou outra a gente cai na armadilha de achar que ? a gente que ensina li??es e afins para nossos filhos. Mas ? sempre naquele lampejo de lucidez que voc? percebe que n?o ? nada disso. Que s?o as crian?as que est?o aqui para nos ensinar.

Eu aprendi muito com as minhas crias, como gosto de cham?-los. Aprendi a ser mais paciente, mais honesta, mais carinhosa. Aprendi a reparar nas pequenas coisas da vida, a valorizar gestos aparentemente simples. Aprendi a amar incondicionalmente, nas horas de felicidade louca e nas horas de birra (deles) e cansa?o (meu).

Eles tamb?m me ensinam a aproveitar o dia, o momento – o que felizmente me obriga a dar um “pause” nas preocupa??es, nas contas, nas mensagens do celular, no que eu vou mandar de lanche… e me obriga a aproveitar com eles aquelas horas ou minutos.

Tamb?m tento absorver a leveza com que as crian?as levam a vida. Sem tanto drama, sem tanta culpa. ? lindo ir na pracinha e jogar bola com o filho, subir na ?rvore junto com ele, balan?ar a filha por um temp?o, sentar na areia e fazer castelinhos? Claro que ?.

Mas agora eu tamb?m sei que tudo bem se um dia eu quiser ficar no celular ou batendo papo com outra m?e, somente de olho neles, sem participar ativamente. Se n?o ? uma constante, a crian?a n?o vai ficar magoada nem nada – uma li??o que d? pra levarmos pra vida.

Os meus filhos tamb?m me mostram o quanto ? importante ouvir os outros e dar a aten??o que eles merecem. Eu hoje costumo ter paci?ncia para ouvir hist?rias longas do Theo – coisas que at? parece bem meio bobas para mim, os lances do futebol na escola, o que aconteceu no desenho do Diego e por a? vai. Mas s?o coisas importantes pra ele e que merecem minha aten??o genu?na.

E como aprendo com essas hist?rias dele! Do mesmo jeito que aprendo com os coment?rios que leio por aqui. (N?o falei que o blog era meu filho ca?ula? :)

? m?e que vem contar que tamb?m est? na luta para desfraldar o filho – e que acaba deixando ?timas dicas. Outra compartilha hist?rias de como sofreu na hora do parto – algo que, de certa maneira, acaba fortalecendo e amparando outras mulheres.

Muitos pais e m?es tamb?m j? desabafaram sobre a loucura que ? equilibrar a cria??o dos filhos e a vida profissional. E me d? um al?vio tremendo saber que n?o estou?

sozinha nessa batalha.

Esse ato de escrever os posts e ler/responder os coment?rios me faz parar para pensar sobre a minha vida e sobre a maternidade. E ? sempre positivo desacelerar, pensar, olhar uma opini?o diferente, refletir, mudar de ideia (ou n?o), recome?ar, fazer diferente.

Um beijo e obrigada :)

ps: Aguardem posts especiais na pr?xima semana!

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