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Comer, brincar e amar
Aug 5th, 2010 by Mariana

Mesmo em uma cidade como São Paulo, que tem zilhões de cafés e restaurantes, não é fácil achar um lugar com uma área verde livre pro seu filhote correr por aí. Mais difícil ainda é achar um local que não fique a 20 quilômetros da sua casa e que tenha um preço razoável.  Eu achei. E o melhor: fica na Casa das Rosas – pertinho, lindo, florido…

O roteiro pode começar pela visita à Casa em si. Nem preciso falar que o lugar é fantástico. Te faz lembrar como era a Paulista de antigamente. Um luxo só. E olhe bem pro chão, todinho feito de ladrilho hidráulico. Aproveite a biblioteca (o “subtítulo” Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura não está lá à toa) ou as atrações diárias, como contações de histórias infantis aos domingos. E o jardim em si vale a pena mesmo sem nenhuma rosa. O Theo adorou o chafariz.

E no “quintal” da Casa, a melhor surpresa: um café/restaurante com mesinhas ao ar livre e um cardápio delicinha. Da última vez que fui, comi um caprichado pain au chocolat. Também já experimentei salgados e tortinhas e nunca me arrependi. Nunca provei os pratos em si, que vão de saladas a filés e custam mais ou menos 25 reais, mas tive boas recomendações de amigos. Mas é claro que o que importa mesmo é ver seu filho correndo feliz da vida entre os canteiros. Muito melhor que os corredores lotados de gente do shopping do outro lado da avenida ;)

Alguém aí já foi na Casa das Rosas? O que achou? E quem tem sugestões de cafés/restaurante amigo-das-crianças-que-amam-correr?

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Os robôs nos cercaram…
Jul 18th, 2010 by Mariana

“E como toda arte que merece esse nome, as obras da bienal não precisam ser entendidas.” Foi depois de ler essa frase no site do Itaú Cultural sobre a 5a. edição da mostra Emoção Art.ficial 5.0 que resolvi levar o Theo. Era um sábado chuvoso, pouco convidativo para parquinhos e áreas abertas. Fora que estávamos a uma quadra dali.

Realmente era tranquilizador saber que não precisávamos entender pra valer as obras da exposição, que era “norteada pela noção de autonomia cibernética, pela evolução padrões derivados dos comportamentos emergentes das próprias máquinas.” Medo!

Mas o Theo e eu piramos com algumas das obras. A primeira é essa que aparece na imagem acima. Essas espécies de joysticks tem sensores que avisam quando uma ameaça (nós) está chegando. Assim que você passa, eles vão apagando e “se comunicando” uns com os outros, fazendo uma apagão em efeito cascata. E o que pode ser mais divertido pra um minigaroto que um monte de luzinhas azuis acendendo e apagando em volta de você?

Um robô que te filme e depois, com seu braço mecânico, desenha o seu rosto? Até seria. Mas a ideia de ficar imóvel (para o robô gravar uma imagem bacana do seu rosto) não combina muito com garotos espoletas de 1 ano e meio. Mesmo assim, foi divertido ver o robozinho desenhando outras pessoas “de memória”.

E se eu achava que o Theo não ia ficar “estátua” nunca, ele provou que eu estava errada na obra seguinte. O “desafio” era subir numa plataforma iluminada e ficar parado, com os braços abertos, por 10 segundos. “Há, nunca!”, pensei eu. Metade dos monitores parou para ajudá-lo. Mãe, avó e outras pessoas fizeram mímicas e dancinhas pra ele ficar parado e olhar para câmera ao mesmo tempo. Rolou! E super valeu. A imagem dele foi projetada como uma sombra colorida num telão. E essa silhueta colorida ficava andando e dançando. Lindo!

Serviço
Emoção Artificial 5.0
Itaú Cultural – Av. Paulista, 149, (11) 2168-1777
3a. a 6a. das 9h às 20. Sáb. e dom., 11h às 20h.
Até 5 de setembro

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