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8 passos até a loja de roupa infantil perfeita
Oct 26th, 2011 by Mariana

Pra mim, a loja de roupa infantil ideal precisa ter:

  1. Peças coloridas, alegres, vibrantes, como venho suplicando desde o post Roupas em tons não-bebê ou aquele sobre cuecas, Fugindo correndo do bege
  2. Camisetas de menino sem números desbotados (expliquei essa ‘moda’ aqui)
  3. Roupinhas de meninas sem lacinhos rosa (tule pode, viu, Re?)
  4. Preços justos (sempre!)
  5. Vendedores que não fiquem te seguindo – nossa, isso me irrita muito!
  6. Brinquedos à venda, daqueles que os filhos podem xeretar sem nenhuma cara feia olhando pra eles
  7. Se der, uma área com giz, desenhos, livrinhos… aquele pacote básico de “como distrair as crianças por alguns minutos enquanto os pais compram sossegados”
  8. Boa localização. Por que quem tem paciência de atravessar a cidade pra comprar roupa? Ok, bastante gente tem, mas não é meu caso.
Bom, a prateleira verde carregada de roupas coloridas aí em cima dão a pista de que encontrei uma loja assim pra chamar de minha. a Bebê Básico. As estampas da última coleção deles são uma delícia. Nada de skates alucinados, personagens vestidos de verde e soltando raios. Nada de glitter pra toda a parte.

E vejam ao fundo quanto brinquedo divertido. O Theo, nem precisava dizer, mega aprovou!

Essa que eu vou fica na Vila Madalena (R. Aspicuelta, 283, f:  3031.0390), bem pertinho de casa. Mas o bacana é que há lojas da Bebê Básico espalhadas por outros bairros de São Paulo e de grandes cidades Brasil afora – aqui tem a lista completa.

Quem quer acrescentar mais itens à essa lista da loja ideal? E sugerir outros achados?

 

 

 

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‘Oi, meu nome é Theo e estou sem chupeta há 9 dias’
Aug 23rd, 2011 by Mariana

“Oi, pessoal, meu nome é Theo. Vim aqui pra dizer a todos que estou há 9 dias sem chupar chupeta. [palmas!!] Obrigado, obrigado! E também queria falar que eu não caí em tentação nenhuma vez. Eu fiquei com vontade, sim, não vou mentir pra vocês, sei que muitos estão na mesma situação, então sabem bem do que eu estou falando. Não é fácil. [mais palmas!!]

O bombeiro salvador!

Mas eu sempre lembrava do bombeiro… É, um bombeiro, de madeira, lindo. Eu vi numa loja aqui perto e fiquei maluco. Sabe, dessa vez eu achei que valia a pena. Porque antes vieram com um papo de que eu tinha de dar minha chupeta pro Lobo Mau.

É, leram num livrinho aí de uma menina chamada Nina, que ela dava a chupeta pro Lobo se acalmar e tal. Mas, né? Se tem alguém que não merece é ele.

Depois, me falaram que eu podia dar pra um nenezinho, porque eu já era grande e tal. Até concordei, pensei em dar pra Luna, porque ela é boazinha… Só que eu olhava a chupeta, ela me olhava… não rolou.

A menina que deu a chupeta pro Lobo Mau

Aí eu vi aquele bombeiro!! Minha mãe no começo não achou muito certo, porque ela tenta dar uma de que não fica barganhando comigo. Ou talvez porque ela achou o brinquedo o “olho da cara”, mas como não entendi o que ela falou, segui firme. [pessoas emocionadas na plateia]

Meu pai também me  incentivou, falou que era lindo o bombeiro. Minhas avós também me deram a maior força, principalmente na hora de dormir. Porque a gente precisa do apoio da família, né, gente? [lágrimas!]. Contei pro pessoal da escola, e todos foram mega pacientes.”

Bom, então eu vim aqui pra contar minha história e dizer que pra quem precisar de ajuda, estamos aí! [choros e aplausos]. Só minha mãe que mandou dizer que o bombeiro é fofo, mas ela não recomenda tanto porque faz mal pra conta bancária! Um beijo pra todos e muita força pras crianças de 2, 3 e até 4 anos que estão tentando deixar o vício – e pros pais delas também, claro!”

Nota da editora-mãe: Nesse miniprocesso de tirar a chupeta, me lembrei da Roberta, que num post comentou que as mães de meninos que dormem mal à noite são “abençoadas” em outras, digamos, áreas da primeira infância. O desfralde do Theo foi quase automático. A despedida da chupeta tá indo incrivelmente bem, exceto por uma dificuldade na hora da soneca, mas ele está se adaptando, tadico. E, não, o sono dele ainda não é 100%…

Pra quem se interessar, o bombeiro salvador é da da Plantoys e é vendido em qualquer boa loja que tenha brinquedos educativos. Mas quem for esperto mesmo, compra fora do país, que custa 1/3 do preço daqui. E super recomendo o livro La Tétine de Nina, mesmo sendo em francês.

E então, quem tem mais dicas pra hora de tirar a chupeta? Simpatia? Receita da avó? Tá valendo… :)


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Memórias na palma da mão
Apr 12th, 2011 by Mariana

Não é que eles crescem rápido. Basta uma piscadinha e aquele bebê gordinho virou um moleque que corre-pula-escala tudo o que vê pela frente e que tem as melhores tiradas no universo.

Tenho um casal de amigos queridos que tem uma percepção incrível sobre crianças. Ele me disse uma vez que beber água no copinho sem derramar (muito) é um sinal de que seu bebê agora é um ex-bebê. Ela me chamou a atenção para os furinhos no dorso das mãos fofinhas dos bebês. Conforme eles vão crescendo, a mão vai esticando e o furinho, diminuindo.

“Pode deixar, eu não vou derrubar, mamãe”, me diz um Theo todo confiante, com seu copinho. Aproveitei pra checar os furinhos. E não é que estavam mais rasos?!

É claro que você nunca vai se esquecer da primeira infância do seu filhote. Mas talvez aquele dia em que ele bebeu o suco sozinho no copo ou que pescou um “peixão” na festa junina da escola se diluam um pouco, em meio a tantas coisas inesquecíveis que ele faz a todo momento.

Pra evitar essa tragédia (mãe é dramática, vocês já sabiam), fotos, muitas fotos! E vídeos também, claro. Só que quase ninguém, além de você, seu marido e as avós babonas, terão paciência pra tantas imagens.

Por isso, fiz um “the best of” do Theo-bebê. Doze fotinhos lindas, que ficaram ainda mais lindas nesse mini-álbum (8cm x 8cm), que cabem na palma da mão. Eu já tinha falado dele num post anterior – No meio do caminho tinha uma loja fofa -, mas não havia colocado a imagem.

Gostei tanto desses albinhos artesanais que acabei dando de presente pras professoras do Theo no fim do ano, com fotinhos dos mini-alunos.

Mais ideias criativas de como nunca esquecer do sorrisinho babão, da perninha cheia de dobras, do banho na bacia?!

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8 passos para escolher um bom pediatra
Feb 16th, 2011 by Mariana

Aos 2 anos e 2 meses, o Theo já teve três pediatras. Uns dizem que é porque a mãe dele é fresca. Mas não é não. Escolher um bom médico pro seu filhote é uma arte, acredite. Eu falo inclusive pra minhas amigas grávidas visitarem um antes do baby nascer – ou já deixar uma consulta agendada pra logo depois que ele vier ao mundo.

Pensando nisso, bolei uma listinha dos itens mais importantes pra mim. Coisas que eu fui aprendendo aos poucos (não sem boas doses de angústia, é claro).

  1. Celular
    Estranhou esse ser o primeiro item da lista? Pois eu acho que pra mães de primeira viagem, um pediatra com um celular (que atenda, claro) é mais que fundamental. Aliás, já me disseram que pra mães de dois, três filhos também. Porque você p-r-e-c-i-s-a falar com o médico quando seu filho tem uma febrinha ou para de comer ou chora três horas sem parar. O primeiro pediatra do Theo foi o ser mais grosso ever quando precisamos ligar na casa dele. E a segunda, tinha um pager (sem mais, né?). A pediatra atual dele atende o celular sempre – é um alívio.
  2. Fala que eu te escuto
    Mães precisam falar. E pediatras, na minha opinião, precisam ouvir – e com atenção. Porque se o médico não tem paciência pra conversa de mãe, deveria ter partido pra outra especialidade. Ou, se for tarde demais, as pesquisas acadêmicas são sempre bem-vindas. O primeiro pediatra que fomos mal deixava eu terminar a frase. Era o excelente médico (tinha até pesquisas importantes publicadas), mas claramente estava cansado da vida de consultório.
  3. Localização
    Esqueça esse item se você mora numa cidade normal. Agora, se vive em São Paulo ou afins, o pediatra precisa ser perto da sua casa. Sério. Não tem como correr o risco de ficar uma hora ou mais no trânsito com filho doente.
  4. Horário flexível
    A segunda pediatra do Theo só atendia de quartas à tarde ou coisa assim. Cada consulta precisava de um planejamento de logística aqui em casa. E, principalmente no começo, são várias consultas. Então, acaba cansando.
  5. Compreensão
    Ninguém vai ao pediatra pra sentir a consciência ainda mais pesada. Acho que o melhor então é ter uma pessoa que entenda que às vezes você não escova o dente do seu filho de 2 anos porque simplesmente está sem forças para brigar, nem paciência pra aguentar piti.
  6. Pontualidade
    Você já ficou em uma sala de espera por uma hora e meia, com seu filho de 1 ano e pouco? Por mais que o lugar seja cheio de brinquedinhos, não recomendo.
  7. Email
    Achava bobagem, mas mudei de ideia. Por email, você tira dúvidas menos urgentes (mas que não podem esperar até a próxima consulta) e também podem enviar imagens.  Eu mandei uma foto da alergia do Theo e agilizou bastante o tratamento.
  8. “A cara”
    Você tem de confiar no pediatra do seu filho, não importa o critério usado. A indicação de uma boa amiga, por exemplo. Mas se você simplesmente foi ou não foi com a cara dele, que seja! Não reprima suas impressões, seu sexto sentido :)

Quem quer compartilhar dicas para esse momento, hum, delicado da primeira infância, hein?

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Dança das cadeiras
Apr 25th, 2010 by Mariana

Até hoje me lembro quando entrei, grávida, numa loja de bebê para comprar um carrinho e uma cadeirinha. Me senti um ET. Aquele mundo não era o meu. As vendedoras pareciam falar sânscrito. As explicações ao lado de cada modelo pareciam estar escritas em árabe. Mas aos poucos, depois de várias visitas a lojas e sites, comecei a desvendar esse mundo.

E pego carona na nova lei, que torna obrigatório o uso da cadeirinha no Brasil a partir de junho, pra falar da minha experiência nessa loucura de cadeiras, bebê-conforto, boosters, cintos, adaptadores para carrinhos, marcas mil… Antes de mais nada, acho que o primeiro passo é ver qual o tipo de cadeirinha que o seu filho precisa. Achei um guia bem completinho no site da ONG Criança Segura.

E essa é a parte fácil. O drama é achar uma marca com bom custo benefício. No meu caso, decidi logo de cara que não ia comprar aquelas cadeirinhas adaptáveis, dessas que você usa desde de que ele é recém-nascido até depois de um ano. Li que esse modelo não deixava os pequenininhos muito confortáveis e logo desisti.

Nossa primeira aquisição foi um modelo da Peg-Pérego chamado Primo Viaggio (comprei na Alô Bebê): super recomendo, se adaptava bem como bebê-conforto no carrinho. Era prático, fácil de fechar, mas era bem quente. O Theo vivia suado.

Ele cresceu e compramos essa da Burigotto em parceria com a Peg-Pérego. Só um porém: o cinto enrola todo e dá um trabalhão pra desenrolar. Parece uma coisa boba, mas quando você está atrasada, com a mochilinha nas costas, sua bolsa num ombro, a blusa do filho no outro…

E no carro da minha sogra temos essa da Infanti, que acho que vale mais a pena porque além de não ter o problema do cintinho, ela é mais arejada que a nossa da Burigotto.

E então, de qual cadeirinha seu filho vê o mundo janela afora? Você recomenda, tem suas ressalvas? Conte tudo, não esconda nada :)

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Miojo no avião?
Apr 11th, 2010 by Mariana

A ideia desse blog é falar sempre sobre lugares e coisas que já testei. Mas uma conversa que tive essa semana com um atendente da American Airlines vai me obrigar a abrir uma exceção e tratar de algo que ainda não testei efetivamente.

Resumindo: embarco pra NY daqui a poucas semanas com a família. Será a primeira grande viagem com o Theo. É a primeira vez que planejo uma viagem  (ou tento) com tanta antecedência. Minha lua de mel, vejam só, foi decidida  duas semanas antes do embarque. Enfim, reproduzo a seguir um dos diálogos  mais bizarros de que já participei.

- Olá, vou viajar com vocês pra Nova York e, como vou estar com meu filho de 1 ano e meio, gostaria de reservar aqueles assentos mais espaçosos.
- Pois não, senhora. Mas a reserva desses assentos, que também são para gestantes e idosos, só é feita na hora do check-in.
- Mas se são poucos assentos e tiver vários velhinhos no avião, o que eu faço?
- Tem que arriscar, senhora…
(pausa para o primeiro choque)

- Moço, você tá entendendo a loucura disso que você está pedindo? Arriscar com um menino de 1 ano e meio??
(conversa segue sem avanço, eu me conformo e passo para o próximo item)
- Ok, vou chegar bem mais cedo então, fazer o quê… Outra coisa: gostaria de pedir uma refeição vegetariana para meu filho.
- Ah, sei, mas bebê não come.
- Como assim?? (Ele nunca viu o Theo devorar a comida dele, pensei)
- Pois não, senhora. É o que o valor pago por ele não dá direito à refeição.
- Mas estamos pagando 10% do valor da passagem e ele nem tem direito a assento.
- Isso mesmo, senhora. Mas a sra. pode levar leite em pó que as aeromoças te dão água quente pra mamadeira.
- Nossa, que gentileza da American Airlines me dar água, quente ainda.
- Pois não, senhora.
- Moço, é um voo de 9 horas. Em algum momento ele precisa comer.
- A sra. pode levar comida instantânea pra bebê.
(pausa para o segundo choque)
- Você tá de brincadeira, né? Tipo o que? Miojo?
- Ou sopinha também…
- Sopa Maggi?
- É e os passageiros também costumam levar papinha instantânea.
- Moço, me desculpe, eu sou mãe faz só um ano e meio. Mas eu nunca ouvi falar de papinha instantânea na minha vida…
- Dessa que coloca água quente também.
Enfim, depois descobri que ele estava falando de mingau e a conversa seguiu com mais bizarrices.  E eu comecei a pensar no que vou levar pro Theo, já que não posso embarcar com nada preparado (só industrializados), nem nada líquido. Acho que terei de recorrer à papinha pronta da Nestlé, que o Theo não costuma comer, mas… E alguns pacotes de bisnaguinha e afins.

Alguém tem outras dicas do que levar?

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