Eu juro que cogitei deixar o Dia das Crianças passar em branco. Afinal, o Theo não estava nem um pouco ligado na data. Ainda mais porque a escola dele não fica explorando (thanks, God!) essas datas comemorativas/consumistas.
Mas logo vi que era impossível. Principalmente quando vimos que ele não sabia o que esse dia significava e logo meu marido lhe explicou: “É igual Natal só que sem Papai Noel“. E os olhinhos do Theo, claro, brilharam. E lá no fundo piscou um luminoso onde se lia: Presente! Presente!
Ele ganhou um Lego do Toy Story (pirou!) e um dia divertido com a mãe, que sabiamente tirou folga e evitou maiores dores na consciência. Então, segue um resuminho do que foi o nosso dia…
Dizem por aí que as crianças estão deixando de gostar de ler. Será? Theo ama ficar cercado de seus livrinhos e adora “ler” sozinho as histórias que já conhece. Pra ele, ir a uma livraria é uma super diversão. Só que nem sempre sobra din-din no bolso pra ficar comprando livrinhos. Uma boa alternativa são as bibliotecas. Essas, sim, eu acho que estavam, digamos, caindo em desuso.
Mas nunca é tarde, uh? E acho de verdade que está rolando um movimento de resgate às bibliotecas em São Paulo (será que em outras cidades também?).
Por aqui, a Biblioteca Mário de Andrade foi reinaugurada no Centro e, dizem todos, ficou espetacular. Ainda não fui – shame on me.
Já a Biblioteca Monteiro Lobato, que também fica no Centro, eu revisitei outro dia e super recomendo. Logo no térreo, há uma salona lotada de livros, todos organizados por área, com obras clássicas, lançamentos… e, melhor que isso, em estantes acessíveis para as próprias crianças pegarem. No centro da sala, mesinhas, pufes e tapetes coloridos – ideal pros pequenininhos.
As atendentes foram muito simpáticas e prestativas, explicaram direitinho a disposição dos livros e como fazia para se associar. Pra ler por ali mesmo não é preciso ficar sócio.
Além do acervo infantil, há uma gibiteca no segundo andar e uma área onde se entende melhor quem foi Lobato, com objetos, cartas e livros deles.
Foi lá que descobri que ele “nasceu pintor” (imagem do topo) e foi lá que me liguei que não temos nenhum livro dele em casa – e que o Theo ainda não conhecia a Emília, a Narizinho, mas ele adora o Saci, que conheceu em um livro do Maurício de Sousa sobre lendas brasileiras.
E, voltando, outra coisa bacana da biblioteca é a intensa programação infantil. A de outubro inclui contação de histórias, teatro, exibição de filmes e até leitura para bebês!
Pra quem procura algum livrinho específico, dá pra consultar o catálogo online antes de sair de casa.
Fora isso, também gostei dos banheiros infantis e do parquinho na área de fora, um pouquinho castigado, mas bem honesto pras crianças gastarem um pouco de energia antes de voltar pra casa.
Pra quem se interessou: Rua General Jardim, 485 Vila Buarque, (11) 3256-4122 / 3256-4438 / 3256-4738. Fica pertinho da Rua da Consolação e dá pra andar a partir do metrô Sta Cecília.
E você, frequenta bibliotecas com seu filhote ou vão mais a livrarias?
Chega a ser assustador que em um blog com tão pouco tempo de vida, pinguins tenham sido o tema principal de três ou quatro posts. Eu já falei do pinguim que virou a lancheira mais fofa do mundo. Dos pinguins que são a estrela de um zoológico na medida pros pequenininhos. E até de um que veio embrulhado de presente no Natal.
E não é que esses posts não foram suficientes pra minha pinguim-mania! O que acontece é que eu foi numa livraria fantástica e me deparei com o imperdível ‘Uma história de Pinguim‘, de Antoinette Portis, uma autora americana que já foi diretora de criação da Disney.
A história é daquelas que te faz pensar se seu filho está realmente entendendo a mensagem… Mas então eu reproduzo aqui a versão do Theo, que agora reconta qualquer livro em suas palavras. “A pinguim Edna estava procurando alguma coisa que não era nem branco, nem preto, nem azul. O pinguinzinho amigo dela quis saber se ela queria brincar ou pescar. Mas ela não quis, porque estava procurando uma COISA. Ela subiu o morro comendo um peixinho e encontrou os caçadores laranja [obs: pro Theo, toda pessoa que entra no meio da história, e não é príncipe, é caçador. No caso, eram cientistas]. E a Edna ficou feliz porque ganhou uma luva laranja. E daí ela viu um barco verde.”
Sim, ele resume bem. A história da Bela Adormecida é quase um tweet: Então a bruxa picou o dedo dela. Aaaii. E ela desmaiou. Daí chegou o príncipe no cavalo, pocotó pocotó. Deu um beijo nela e pronto, teve uma festa.
Voltando à pinguim Edna… Se o Theo entende que na vida o bacana é procurar coisas novas, diferentes do branco da neve, do preto da noite e do azul do mar que a Edna estava tão habituada? É claro que não. Mas, pra mim, ele entendeu que ela ficou feliz de encontrar “caçadores” vestidos de laranja.
E isso já é praticamente meio caminho andado pra entender a mensagem completa, não? E até aí, o livrinho continuará na nossa casa por um bons anos, até ele entender o que na vidinha dele pode ser uma luva laranja ou um barquinho verde
Ah, e a livraria imperdível é a Nove Sete, na Vila Mariana, especializada em literatura infanto-juvenil. Mas é claro que depois ela vai ganhar um post só dela.
E você, qual foi a última aquisição literária pra estante do filhote? Dicas de livrinhos são sempre bem-vindas por aqui!
Um post rápido porque já estamos nos 47 do segundo tempo:
As mães de meninas já devem ter reconhecido a imagem acima… Sim, é o “habitat” das Princesas do Mar, a série de livros que virou desenho exibido pelo Discovery Kids e por dezenas de outros canais mundo afora. Pra quem não sabe, Tubarina, Polvina, Estér & cia são brasileiras. O “pai” delas é o Fábio Yabu, meu amigo querido.
E agora que vem a surpresa: ele também escreve livros que não passam nem perto do fundo do mar. Ele é autor do incrível Raimundo – Cidadão do Mundo e lança amanhã (sábado) sua nova obra: Apolinário – O Homem-Dicionário, que tem ilustrações de Daniel Bueno e prefácio de Maurício de Sousa. Livro de poesia para crianças? Isso mesmo. É encantador e imperdível.
Anota aí: Lançamento de Apolinário – O Homem-Dicionário. Livraria da Vila da Fradique Coutinho (SP), sábado, 16 de abril, das 15h às 18h.
Até lá!
Estou completamente apaixonada por um livrinho que comprei para o Theo nesta semana chamado Pinguim, de Polly Dunbar. Traz a história fofa de um garotinho que ganha um pinguim de presente e demora pra conseguir interagir com ele.
Acho que esse é o primeiro livro que o Theo ouve a história pra valer, presta atenção, fica triste (na hora que aparece um leão), fica feliz (no final lindinho). Isso porque crianças da idade dele (quase 2) costumam não ter muita paciência com a história em si – dão uma olhada no desenho, ouvem o que você está descrevendo da cena e boa, hora de virar a página.
Os desenhos grandes e simples e as páginas com uma ou duas frases também ajudam a prender a atenção dele. Bem, adoro livrinhos (já falei de vários aqui) e adoro ainda mais o fato de o Theo se interessar por eles. Mas acho me encantei de um jeito com esse que acho que é o primeiro nota 10 “resenhado” aqui nesse blog.
Então, eu comprei numa livraria aqui no bairro, mas tem no Submarino – mais barato do que paguei, claro. Mas, enfim, ajudei o comércio local
Quem quiser deixar dicas de livrinhos fofos e bacanas…. demorou!
“Às vezes me sinto meio bobo…” Assim começa O Livro dos Sentimentos, que eu já decorei do começo ao fim de tanto que o Theo gosta. Nesse livrinho fofo do autor americano Todd Parr, uma página fala de tristeza, outra de coragem e ainda tem timidez, ansiedade, solidão e vontades meio malucas, tipo “comemorar meu aniversário, apesar de não ser hoje” ou “comer pizza no café da manhá” (ótimas ideias, by the way).
Mas é claro que quando se tem 1 ano e meio, o que importa mesmo são os desenhos incríveis que ilustram cada página. Do menino ao cachorro, todos os personagens são divertidos, com contornos fortes e cores vibrantes. Fora isso, o fundo sempre colorido também dá mais contraste aos desenhos, enfeitiçando os pequenininhos. “Au-au, Au-au”, grita o meu menino toda vez que vê a imagem do cachorro com a cabeça verde, a perna azul, a barriga pink, óculos de sol e por aí vai.
O valor do livro é outra coisa sensacional, R$9,90, no Submarino. Mas, é aquela coisa do barato que pode sair caro. O formato brochura não é dos mais recomendados para crianças que gostam de virar as páginas sem dó, como o Theo. Tanto que já gastei uns bons trocados com durex, pra colar o livrinho. Mas isso não é uma reclamação, ficou até charmoso o “O livro dos sentimentos” todo remendado
Vocês já conheciam o Todd Parr? Tem algum outro bom autor pra recomendar?
Quem acha que já viu essa imagem aí em cima acertou. É parte da capa do livro A Panela Amarela de Alice, sobre o qual eu já falei em um post antigo. Dessa vez, testei mais duas receitas “infantis” desse genial salva-vidas de mães em dias de “não tenho ideia do que fazer de almoço pra ele(a) hoje”.
Como o Theo adora feijão, achei que era hora de ele experimentar o branco. Por isso, mandei ver na receita de papinha com feijão branco, quinua e banana. Tinha certeza que ele não ia resistir ao docinho da banana. Acertei! E fiquei torcendo pra ele não comer tudo e eu poder “experimentar” mais um pouco. Casamento perfeito dos ingredientes. E os fiozinhos da quinua costuraram super bem o prato do dia.
Também queria uma receita que levasse ovo, que só agora entrou na listinha do Theo. A escolhida foi a Petite duchesse, um bolinho de purê de mandioquinha assado facílimo de fazer: 500 g de mandioquinha, 2 gemas e 2 colheres (sopa) de manteiga. Basta levar as bolinhas no forno por 20 minutos e voilà.
Receitas fáceis e delicinhas pros nossos filhotes? Compartilhe a sua!
Mais de 100? Mais de 500? Não sei ao certo quantas vezes li os livrinhos da coleção O que é, o que é? nas últimas semanas, mas foram muitas. E, que fique claro, isso não é uma reclamação — eles são geniais. Cada um traz um bicho estampado na capa que, conforme a criança vai desbobrando o livro, se transforma em outro animal.
O mais lido lá em casa começa com uma rã dando risada e toda coloridona, o que certamente prende a atenção dos bebês. Uma “desdobrada” de página e sua pata vira o casco de uma tartaruga, que vira o corpo de uma lagarta e por aí vai. O Theo vibra cada vez que ele descobre um bicho novo e, no final, até bate palma pro megajacaré que se espalha por seis páginas.
Sem nenhuma palavra, só com essas surpresas e muitas figuras coloridas, É uma rã? merece ser lido, relido, trelido. Assim como É um gato? É um rato? e É um caracol? Todos do autor belga Guido van Genechten e publicados aqui pela editora Gaudí. Mas deixei o melhor para o final: cada um custa apenas 15 reais (14,45 na Fnac!), uma raridade nessas prateleiras infantis de hoje onde quase nada sai por menos de 30, 40 reais.
Quem tem uma boa sugestão de leitura para a criançada? Compartilhe!
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E eis que um dia você e seu filho cansam da combinação mandioquinha+chuchu+cenoura e afins. OK, às vezes entram uma abóbora, uma abobrinha, uma carne moída ou um frango desfiado na receita, mas ainda assim a papinha não escapa da mesmice.
Se você se encontra num dilema parecido, é hora de comprar A Panela Amarela de Alice – Memória de Cozinha e Maternidade, de Tatiana Damberg. blogueira do Mixirica. No livro, ela conta um pouco da experiência dela com mãe e dá receitas que salvam a cozinha de pessoas como eu, que não são cozinheiras de mão cheia, mas estão dispostas e passar algumas meia-horinhas no fogão para agradar ao paladar do filhote.
Por enquanto, já testei três receitas — duas delas aprovadíssimas. A sucesso absoluto foi a Compotinha de Maçã, facílima de fazer. Na panela, a fruta picadinha fica mais suave e é adocicada não com açúcar, mas sim com uvas passas. Pra finalizar, iogurte integra. A nota? Bem, o Theo chorou quando acabou.
O segundo teste foi a papinha de grão-de-bico com frango: delicinha também. Só não tive tempo/paciência de cozinhar na panela normal e recorri à de pressão mesmo. A última receita que fiz levava abóbora, maçã e frango. Confesso que achei um pouco enjoativa, mas o Theo raspou o prato. Daqui uma ou duas semanas, escrevo um novo post com outras receitas do livro testadas. Acho que vai ter doce de cenoura, lassi de manga e sorvete de damasco, que levam anis estrelado, cardamomo e outros ingredientes que se não fosse pelo livro eu jamais pensaria em colocar no pratinho dele.
Quem tem receitas para bebês/crianças que fogem do trivial? Ou sugestão de livro de, digamos, culinária infantil?
É difícil ler para crianças de 1 ano. Falta paciência e sobra ansiedade para os pequenos. O Theo, pelo menos, quer ver logo o que vem na página seguinte e se irrita se você demora para virar a página na velocidade que ele quer. De todos os livrinhos que ele tem (ok, não são muitos), ele só tem interesse em dois.
Sobre o “Meu Circo” (Cia das Letrinhas), eu já falei aqui. Então hoje é dia do “Cores”, da Coleção Brinque Comigo (Ed. Sextante), de Jill Mcdonald. São poucas páginas, cada uma ilustrada com um animal marinho colorido. O que deixa o Theo maluco é que o caranguejo vermelho, a tartaruga verde & cia são destacáveis. Ele se concentra e, com o dedinho, arranca o polvo azul e a estrela amarela e pode brincar (e colocar na boca) essas figuras.
Mas tem uma coisa que me deixa intrigada. Na contracapa, lê-se: “não indicado para menores de três anos”. Esquisito. As figuras destacáveis não são pequenas ao ponto dos bebês engolir os “bichinhos”. E, pelo que se vê lá em casa, fica provado que menores de três anos conseguem brincar com o livro.
Então, qual o porquê dessa indicação etária? Alguém me explica? E, claro, o ‘comments’ também está aberto para quem quiser indicar livrinhos.