“Às vezes me sinto meio bobo…” Assim começa O Livro dos Sentimentos, que eu já decorei do começo ao fim de tanto que o Theo gosta. Nesse livrinho fofo do autor americano Todd Parr, uma página fala de tristeza, outra de coragem e ainda tem timidez, ansiedade, solidão e vontades meio malucas, tipo “comemorar meu aniversário, apesar de não ser hoje” ou “comer pizza no café da manhá” (ótimas ideias, by the way).
Mas é claro que quando se tem 1 ano e meio, o que importa mesmo são os desenhos incríveis que ilustram cada página. Do menino ao cachorro, todos os personagens são divertidos, com contornos fortes e cores vibrantes. Fora isso, o fundo sempre colorido também dá mais contraste aos desenhos, enfeitiçando os pequenininhos. “Au-au, Au-au”, grita o meu menino toda vez que vê a imagem do cachorro com a cabeça verde, a perna azul, a barriga pink, óculos de sol e por aí vai.
O valor do livro é outra coisa sensacional, R$9,90, no Submarino. Mas, é aquela coisa do barato que pode sair caro. O formato brochura não é dos mais recomendados para crianças que gostam de virar as páginas sem dó, como o Theo. Tanto que já gastei uns bons trocados com durex, pra colar o livrinho. Mas isso não é uma reclamação, ficou até charmoso o “O livro dos sentimentos” todo remendado
Vocês já conheciam o Todd Parr? Tem algum outro bom autor pra recomendar?
Quem acha que já viu essa imagem aí em cima acertou. É parte da capa do livro A Panela Amarela de Alice, sobre o qual eu já falei em um post antigo. Dessa vez, testei mais duas receitas “infantis” desse genial salva-vidas de mães em dias de “não tenho ideia do que fazer de almoço pra ele(a) hoje”.
Como o Theo adora feijão, achei que era hora de ele experimentar o branco. Por isso, mandei ver na receita de papinha com feijão branco, quinua e banana. Tinha certeza que ele não ia resistir ao docinho da banana. Acertei! E fiquei torcendo pra ele não comer tudo e eu poder “experimentar” mais um pouco. Casamento perfeito dos ingredientes. E os fiozinhos da quinua costuraram super bem o prato do dia.
Também queria uma receita que levasse ovo, que só agora entrou na listinha do Theo. A escolhida foi a Petite duchesse, um bolinho de purê de mandioquinha assado facílimo de fazer: 500 g de mandioquinha, 2 gemas e 2 colheres (sopa) de manteiga. Basta levar as bolinhas no forno por 20 minutos e voilà.
Receitas fáceis e delicinhas pros nossos filhotes? Compartilhe a sua!
Mais de 100? Mais de 500? Não sei ao certo quantas vezes li os livrinhos da coleção O que é, o que é? nas últimas semanas, mas foram muitas. E, que fique claro, isso não é uma reclamação — eles são geniais. Cada um traz um bicho estampado na capa que, conforme a criança vai desbobrando o livro, se transforma em outro animal.
O mais lido lá em casa começa com uma rã dando risada e toda coloridona, o que certamente prende a atenção dos bebês. Uma “desdobrada” de página e sua pata vira o casco de uma tartaruga, que vira o corpo de uma lagarta e por aí vai. O Theo vibra cada vez que ele descobre um bicho novo e, no final, até bate palma pro megajacaré que se espalha por seis páginas.
Sem nenhuma palavra, só com essas surpresas e muitas figuras coloridas, É uma rã? merece ser lido, relido, trelido. Assim como É um gato? É um rato? e É um caracol? Todos do autor belga Guido van Genechten e publicados aqui pela editora Gaudí. Mas deixei o melhor para o final: cada um custa apenas 15 reais (14,45 na Fnac!), uma raridade nessas prateleiras infantis de hoje onde quase nada sai por menos de 30, 40 reais.
Quem tem uma boa sugestão de leitura para a criançada? Compartilhe!
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E eis que um dia você e seu filho cansam da combinação mandioquinha+chuchu+cenoura e afins. OK, às vezes entram uma abóbora, uma abobrinha, uma carne moída ou um frango desfiado na receita, mas ainda assim a papinha não escapa da mesmice.
Se você se encontra num dilema parecido, é hora de comprar A Panela Amarela de Alice – Memória de Cozinha e Maternidade, de Tatiana Damberg. blogueira do Mixirica. No livro, ela conta um pouco da experiência dela com mãe e dá receitas que salvam a cozinha de pessoas como eu, que não são cozinheiras de mão cheia, mas estão dispostas e passar algumas meia-horinhas no fogão para agradar ao paladar do filhote.
Por enquanto, já testei três receitas — duas delas aprovadíssimas. A sucesso absoluto foi a Compotinha de Maçã, facílima de fazer. Na panela, a fruta picadinha fica mais suave e é adocicada não com açúcar, mas sim com uvas passas. Pra finalizar, iogurte integra. A nota? Bem, o Theo chorou quando acabou.
O segundo teste foi a papinha de grão-de-bico com frango: delicinha também. Só não tive tempo/paciência de cozinhar na panela normal e recorri à de pressão mesmo. A última receita que fiz levava abóbora, maçã e frango. Confesso que achei um pouco enjoativa, mas o Theo raspou o prato. Daqui uma ou duas semanas, escrevo um novo post com outras receitas do livro testadas. Acho que vai ter doce de cenoura, lassi de manga e sorvete de damasco, que levam anis estrelado, cardamomo e outros ingredientes que se não fosse pelo livro eu jamais pensaria em colocar no pratinho dele.
Quem tem receitas para bebês/crianças que fogem do trivial? Ou sugestão de livro de, digamos, culinária infantil?
É difícil ler para crianças de 1 ano. Falta paciência e sobra ansiedade para os pequenos. O Theo, pelo menos, quer ver logo o que vem na página seguinte e se irrita se você demora para virar a página na velocidade que ele quer. De todos os livrinhos que ele tem (ok, não são muitos), ele só tem interesse em dois.
Sobre o “Meu Circo” (Cia das Letrinhas), eu já falei aqui. Então hoje é dia do “Cores”, da Coleção Brinque Comigo (Ed. Sextante), de Jill Mcdonald. São poucas páginas, cada uma ilustrada com um animal marinho colorido. O que deixa o Theo maluco é que o caranguejo vermelho, a tartaruga verde & cia são destacáveis. Ele se concentra e, com o dedinho, arranca o polvo azul e a estrela amarela e pode brincar (e colocar na boca) essas figuras.
Mas tem uma coisa que me deixa intrigada. Na contracapa, lê-se: “não indicado para menores de três anos”. Esquisito. As figuras destacáveis não são pequenas ao ponto dos bebês engolir os “bichinhos”. E, pelo que se vê lá em casa, fica provado que menores de três anos conseguem brincar com o livro.
Então, qual o porquê dessa indicação etária? Alguém me explica? E, claro, o ‘comments’ também está aberto para quem quiser indicar livrinhos.
Livros infantis não são como brinquedos, que vêm com a indicação de idade estampada na caixa. Deveriam? Depois que o Theo ganhou o “Meu Circo” (Cia das Letrinhas), cheguei à conclusão de que seria desnecessário. Explico:
Estou chutando, mas acho que o vendedor de uma livraria indicaria esse livro para crianças de mais de 3 anos ou algo assim. Isso porque os personagens de um circo vão ilustrando as páginas, cada uma com um recorte que funciona como espiar numa fechadura, deixa ver um trechinho do que está do outro lado, ou melhor, na outra página. O short de bolinha do equilibrista ao virar a página se transforma na estampa da girafa…
Acredito que uma criança de 3 anos fique tentando adivinhar o que vem na página seguinte. Já o Theo, com 10 meses, se diverte com os buraquinhos, colocando o dedo e vendo ele sair do outro lado. O que, claro, prende sua atenção, assim como (acho eu) as cores fortes e o traço simples. É um jeito, ainda que meio tortinho, de ele se interessar desde cedo por livros. E isso vale mais do que qualquer indicação etária, não?